Li

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terça-feira, 21 de julho de 2009

FERRUGEM

O amor é como a ferrugem, corrói as entranhas, os ossos, os olhos... tudo em que há água salgada. Só os seios não se deixam inundar de sal, porque neles há fonte de leite doce. Doce e calmo como as águas do rio em que me banho.
Já o outro extremo é feito de mar salgado, cheira a maresia e é todo revolto. Quem olha para um extremo vê uma serenidade sacrossanta. E quem olha de outro extremo não vê, apenas senti! Senti água, pedras, lírios, escama, cacau e outras coisas que são secretas, porque se eu disser tudo, perde a graça e eu gosto de brincar de pique-esconde.
 
Lilian Flôres