Li

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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

POESIA PURA OU PURA POESIA?


Não sei o quero escrever.
Só tenho certeza do que não quero escrever:
POLÍTICA!...

Quero a palavra solta, livre dos versos e das rimas
Que são algemas para os sentidos...

Só sei que quero o querer querido por todas...
E sei não quero ser a querida que não quer:
NINGUÉM!
Quero o silêncio da euforia, livre dos gritos d'alma abatida
Que geme, sonha, sussurra e espera sempre...

Só sei que tenho certezas incertas.
E que sou óbvia e efêmera quando:
ANOITEÇO!
Quero a poesia das palavras comedidas,
Que dançam balé nos verbos de um anônimo poeta.


Lilian Flores

IDENTIDADE


Para uns, documento; para outros referência e referencial. E eu acredito que identidade é mais que um documento, que simplesmente informa dados de origem, filiação, datas, etc.
Pra mim, identidade é aquela que diz quem eu sou, através do olhar, do falar, do agir, do sentir... informações que gritam aos 4 cantos, sem ter que comprovar a veracidade! Tipo assim: ela só podia ser de São Chico mesmo; com essas pequenas rugas no canto esquerdo e direito dos olhos, só podia ter 35 anos; e com essa petulância e bravura, não nega ser filha do Canta e da Sandrinha.
É verdade sim, que nasci em São Chico e sou daquelas bem manézinha da Ilha, que prefere chinelo a salto alto; que prefere berbigão a frango; que prefere camarão a alcatra; que prefere preferir do que se abster.
É verdade também que nasci para adorar a Cristo para todo sempre e que minha identificação não são saias longas, cabelos longos, sem maquiagem, sem brincos, sem, sem, sem... pelo contrário, minhas orelhas sem brincos é aquela sensação de nudez; meus lábios sem gloss ou batom rosa, é uma sensação de garganta seca; meus cabelos sempre pelos ombros, é uma sensação de frescor, nunca tive longas madeixas porque essa sensação de que acabei de sair do banho é boa demais para ser substituída; as saias e vestidos longos eu gosto, mas sem obrigação, gosto por simplesmente gostar; porque elas deixam as pernas livres, os joelhos soltos, o tornozelo a mostra, o calcanhar leve... Sou Cristã sem estereótipo de crente, com muito orgulho!
É verdade que nasci no dia 9 de maio de 1979, a meia-noite e 2 minutos, e que esse mês é considerado o mês da família em nossa igreja; das noivas e das mães por aí e por aqui.
É verdade também que sou filha do Cantalício Flores Neto e da Sandra Regina Machado Flores e que eles são meus principais referenciais e que tudo que me ensinaram, guardo em minha memória intelectual e afetiva.
É mentira dizer, que falo pouco, (os calos nas cordas vocais não são em vão); que sou magra; que não tenho personalidade; que sou fútil; que leio pouco; que sou mentirosa...
É verdade que sou professora de Língua Portuguesa e contadora de histórias e esses são um dos motivos, pelo quais falo muito, escrevo muito e leio muito.
É verdade que troco qualquer programação, exceto culto, por um bom livro e por uma boa história, não necessariamente na mesma ordem.
É verdade que digo a verdade, doa a quem doer e que por sem assim, já perdi pequenas amizades e pequenos amores, porque se fossem grandes, prezariam a VERDADE
!