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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

SALTO ALTO E CINTA-LIGA

Sei que não sou a filha perfeita, a mãe perfeita, a mulher perfeita, a amiga perfeita, a cristã perfeita e nem tão pouco, a professora perfeita...ufa! Tenho zzzilhões de defeitos, mas tenho certeza também, que minhas qualidades ficam bem além deles.
O que me irrita na IDUCAÇÃO, não são os ficam de braços cruzados vendo a banda passar; nem  os que fingem que não estão com os braços cruzados... Mas são àqueles que além de não fazerem nada por nada e por ninguém, ainda denigrem o trabalho alheio e da pior maneira possível, pelas costas. Só faço um desafio para aquele que fizer o que eu faço em sala de aula e nos projetos paralelos que coordeno (leitura, teatro e patrimônio), que faça o que eu faço, de SALTO ALTO E CINTA-LIGA, porque daí sim, tiro o meu chapéu!!!!
Por que tiro o meu chapéu? Simplesmente porque confesso que não consigo usar salto alto com a facilidade que algumas almas por aí conseguem. Como a maravilhosa, e poderosa, e chiquetosa minha amiga Elaine Cristina. E detalhe, ela não anda de salto, ela desfila, na maior perfeição!
Sou adepta das rasteirinhas, sapatilhas, plataformas (que quase não se usam mais), chinelos, tênis, pés descalços na areia, na grama, na madeira, no piso... Salto alto é só para grandes eventos, que quase nunca surgem, pra minha alegria!
E cá entre nós, cinta-liga é algo nada confortável também. Pra mim, ambos são enfeites desnecessários para o dia-a-dia. Perdem a graça e a beleza da surpresa, quando usados todos os dias e noites. Eu curto aquele olé que a galera da escola faz na sala dos professores, quando a prof.ª de Ed. Física (Jennifer, Sandra, Dalva) não veem de tênis em um dia de reunião etc... É mais ou menos esse efeito surpresa que estou falando. Capisco?
Caracas véio! Eu ralo pra dedéu. Minhas aulas atividades, são preenchidas em auditório, ensaiando peça teatral, ou cuidando da praça de leitura (catando tiririca, plantando, colhendo, selecionando livros, pintando pneus...) ou levando meus alunos para dar uma aula de patrimônio cultural no Museu do Mar, entre as atribuições paroquiais de corrigir, planejar, etc...
E aí vem certas JENTINHAS menosprezar e desmerecer o seu trabalho, dando de ombros, ou nem aí. E ainda tem aqueles que querem a cópia dos nossos projetos. Dizem que é para arquivo, será?
Aliás, será que o fazer educação é apenas para bonito? Para arquivo morto? Porque cá entre nós, em matéria de discurso tá cheio de gente dando palpites, opinando, sugerindo...mas meter a mão-na-massa...

Lilian Flores