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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Desistir

Não sei se estou certa ou errada...mas quem está certo? As vezes sou tomada por uma vontade imensa de desistir. Continuar ou não continuar? Esperar ou não esperar? Esperar o quê? O que está para acontecer? O acaso? O amanhã? Não quero apostar corrida comigo mesma. É cansativo demais correr. O corpo sua por inteiro...o coração quer sair pela boca... as pernas tremem...e as veias quase saltam da pele... Mas de repente, lá estou eu pronta para o próximo dia e para a próxima corrida. É viciante!  Você não quer, o cansaço vem a memória e junto a ele, as histórias que você já conhece o final. Mas o corpo sempre fala mais alto. Ele tem voz própria e pede: quero mais!
Porém, ficar parada e sentada esperando, esperando, esperando é também desgastante. É um cansaço que cansa a alma. De repente, tudo se desfalece, a inspiração some, a preguiça toma corpo e forma, a esperança adormece, a fé que aparentava inabalável, dança valsas vienenses. E entre um passo e um compasso amanheço disposta novamente a continuar tentando, mesmo que seja só até amanhã...


Lilian Flores