Li

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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Eis o nó atado entre meu peito e minha garganta. Por quem? Alguém! Talvez um marinheiro, que conhece a maçonaria dos nós. Respiro com dificuldade quando sinto sua presença e conto os segundos de taquicardia pra não morrer na véspera da viagem. Seu silêncio é devorador! Devora as palavras, o sorriso, a alma, os sonhos, o sono, a noite e o dia... Sobra somente o aroma de vinho tinto-seco no ar, misturado com a maresia do mar que nos rodeia. Por horas não fala nada, apenas escuta como se estivesse avaliando a Carta Náutica da próxima viagem. Vai decodificando as informações: Lua Cheia, Maré, Profundidade, Pedras, Bancos de Areia, Faróis, Milhas e por fim a Rota. O nó se aperta cada vez mais...

Lilian Flôres