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terça-feira, 24 de novembro de 2020

SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: ESTADO OU MUNICÍPIO, EIS A QUESTÃO?

Bem vindo, Prof° Marcelo Braga A propósito, claro que seria melhor um Prof. que fosse da nossa Rede do que um Prof. emprestado da Rede Estadual para ser nosso Secretário Municipal de Educação. Acredito que até o próprio Secretário Marcelo Braga preferiria, pois como diretor da Rede Estadual, ele recebe mais do que em sua nova função. Seria muito cômodo pra ele continuar na sua zona de conforto, onde foi eleito pela comunidade. Mas existem pessoas que são movidas a desafios e seu lado Prof. de Educação Física nessa hora falou mais alto: - adrenalina, eu consigo, vai dar certo... O desejo de multiplicar a boa experiência do Annes em toda Rede, certamente é que moveu seu coração, sobrepondo a razão, que provavelmente gritou: é loucura o que você está fazendo, não compensa! Nós como servidores públicos municipais achamos melhor ter um secretário da nossa Rede e eu também concordo com essa exigência. Porém, me cite um nome, em que tenha como qualificações em seu curriculum funcional, que seja PROFESSOR de chão de sala de aula por pelo menos 15 ANOS e que teve experiência em gestão escolar por pelo menos 10 anos e que revolucionou a escola na qual gerenciou? Desculpe, mas fiquei pensando com meus preciosos botões, e não encontrei nenhum nome. Deve ser por esse motivo que os Prefeitos até hoje tenham escolhido diretores do Estado #ficadica. Não que eles tenham revolucionado muito suas escolas, mas certamente os que foram escolhidos até agora, deixaram uma boa memória por onde passaram e todos ou praticamente todos, preencheram esse requisito prévio. Não que seja uma exigência tal experiência, mas como entender a COMPLEXIDADE de uma ESCOLA sem ter sido professor de chão de sala? Ou como querer administrar uma pasta tão importante, sem pelo menos ter conseguido ADMINISTRAR uma escola? Eu creio que sem uma dessas experiências, fica um vácuo, uma lacuna não preenchida, um elo solto... Ou seja, ambas as experiências se complementam e se fundem em si mesmas. E claro, nada como um olhar de fora sobre o todo. Acredito muito nisso... No tempo do Zera (na qual nunca votei), ele ficou 7 anos com a mesma secretária, Mara Lúcia, acertou em cheio, apesar das intrigas, dos disques-me-disques e da politicagem presente na gestão; eles conseguiram ter tempo para fazer tudo o que planejaram fazer, exceto o plano de cargos e salários. Infelizmente na gestão do Prefeito Renato, que eu votei com orgulho pelo bom gestor que ele foi em meio a uma grande pandemia, prefeitura endividada etc... fez milagre, sim, com o dinheiro público! Porém, na pasta da Educação foi um "quase" desastre. Primeiro que colocamos todas as nossas expectativas no Prof. Marco, que infelizmente ficou 10 meses apenas. Escolheu uma equipe que era um total desencontro de informações. Aplicaram o "golpe de estado" justo no Prof. de História. Não merecia a equipe que o traiu sem querer querendo!? Mesmo diante de um infindável monturo de desinformações, ele implantou nossa tão sonhada HTPLE como é no Estado, para cumprirmos em casa. (HTPLE = hora de planejamento e correções de atividades fora da sala de aula). E nas vésperas do dia dos professores, recebemos a notícia fatídica de que um dos melhores gestores de Cultura do nosso Estado de Santa Catarina, iria assumir a pasta da Educação, Daia Carvalho. Mas ao mesmo tempo o povo ficou em choque, porque nunca um secretário ficou tão pouco tempo e ainda por cima, foi tirado no mês festivo de Outubro para o professor e servidor público. Muitos colocaram altas expectativas, como eu por exemplo. Ficamos numa mistura de êxtase, euforia e medo. Mas as expectativas em breve se frustraram, porque ele não conseguiu fazer as revoluções que conseguiu realizar na Cultura. Pelo contrário, veio remando contra a maré. Tentou tirar nossa tão sonhada HTPLE: fomos para a Câmara dos Vereadores! Tentou exigir exames caríssimos dos ACTs: eles foram para a Rádio São Francisco e pra frente da Prefeitura! Olé! Criou o tal do Giep, que em miúdos, significa pra eles, um Grupo de Professores que Pensam a Educação no Município (risos), porém até o momento não mostraram para que vieram. Eram para estarem presentes nas escolas: no Ebm Franklin de Oliveira, apareceram 3 vezes em 3 anos. E ai? Eram para instrumentalizar e promoverem capacitações nas escolas e cmei's para os professores, isso não aconteceu: vieram um dia nos ensinar a fazermos planos de aula?! Como é que é?Entre outras gambiarras que nem convém citar. No período de Pandemia, criaram o acesso aos professores para as aulas on line. Ufa, graças ao bom Deus, um trabalho bem feito! É isso mesmo, querem continuar, produção? Bora voltar p sala de aula?!

Depois dessa tumultuada e catastrófica experiência, que até acredito que as intenções eram reais e boas, mas quem criou (Daia), saiu! Logo o objetivo do grupo se esvaiu também. Se você acha que o projeto é pleno e necessário, lamento, você está pensando no seu umbigo e não no coletivo. Bora gente, parar de pensar no que é bom e conveniente pra si mesmo e vamos pensar no todo? Se cada um fizer a parte que lhe cabe, teremos um mundo melhor e mais igualitário para todos. Chegamos a era Pré-Pandemia e Pandemia do Coronavírus com a cereja do bolo: Jucélio de Carvalho. Ele chegou doce, adocicado, adocicando e está saindo um Sonho de Nata. Nosso secretário é aqueles doces que a gente como Prof., não está muito acostumado a experimentar na escola, só na Panificadora São Francisco mesmo. Jucelio não fez grandes mudanças, até porque um ano e pouco de gestão com direito a pandemia de brinde, não tem como, vamos combinar? Mas a sua postura, nos ensinou muito e eu não sei vocês, mas eu fiquei afetada por seu comportamento. Fazia tempo desde d. Luci Camargo e d. Ciça que não respirávamos tanta Educação. Fala baixo sempreeeee, quase sussurrando às vezes, por favor, obrigado, com licença, eternamente... É um gentleman em corpo, alma e espírito. Enfim, tenho certeza que esses excelentes profissionais só não foram melhores, por falta de tempo. Espero sinceramente, que o Prof. Marcelo e sua equipe, possam ficar os 4 anos e quiçá mais 4. Pois, apesar de não ter votado no Prefeito Godofredo, acredito que essa gestão, e em especial a pasta do Prof Marcelo Braga com o Prof Rodrigo Graff, será um sucesso. Pois, os dois juntos são nitroglicerina, que vão explodir com ideias e bons projetos, que ponderem sempre, ouçam, discutam, reflitam, ajam e reajam pensando no bem do coletivo. Lilian Flores www.contoscontidos.blogspot.com.br





quarta-feira, 15 de outubro de 2014

MÃE LEOA


MÃE LEOA

Quem me conhece, sabe que há 13 anos atrás quando estava na Univille, tive um encontro especial com a escritura intimista de Clarice Lispector e decorei alguns trechos de seus livros e com eles, enchia o saco de todo mundo recitando-os desesperadamente. Claro, que quando engravidei, minha filha não poderia ter outro nome, senão Clarice. 

E tem um trecho de um de seus livros, (Uma Aprendizagem ou o Livros dos Prazeres), que Clarice escreveu, e é meu favorito: "Pedi socorro e ele não me foi negado. É como se eu fosse um tigre ferido com uma flecha fincada na carne. E tivesse rondado as pessoas medrosas para ver quem me tiraria a dor. E este homem, o meu homem, Ulisses, sentiu que um tigre ferido não é perigoso, e se aproximando, sem medo de tocar-me, retirou com cuidado a flecha fincada”. 

É que ainda pouco, ao abrir minha caixa de email, vi a resposta de meu socorro! Apesar do trecho acima se remeter a um homem, que a "salvaria" de sua solidão, esse email não é que o que vocês estão pensando. Não é uma declaração de amor, mas era justamente o que eu estava esperando: O MEU SOCORRO ATENDIDO, MAIS UMA VEZ!

Quem lê minhas crônicas imagina que a Secretária de Educação do Município, Mara Lúcia Moreira Jasper, me odeie! Mas tenho absoluta certeza, que ela tem momentos de ódio, assim como eu também os tenho! As pessoas as vezes podem confundir ser de estar. Como profª. de Port., explico que os dois são verbos de ligação e que apresentam estado. Pra mim, o verbo ser, tem sentido de estado perpétuo, já o estar, tem sentido de verbo de estado passageiro. Ou seja, "ser professora", é diferente de "estar professora"!

Com todas as minhas forças e com todo o amor que dedico à escola e aos meus alunos, posso afirmar que eu SOU PROFESSORA e não apenas, ESTOU professora. E respostas como o email que recebi da Secretária, além de terem me levado às lágrimas, me dão mais orgulho de pertencer a esta classe de "mestres do saber". 

Esse meu SOCORRO não foi o primeiro. Quando estava efetiva pelo segundo ano na prefeitura, fui dar aula para uma turma que era uma situação atípica no município. As reclamações ficavam apenas nos corredores e sala dos professores, mas a grande realidade é que ninguém conseguia dar aula pra eles. E eu particularmente, não conseguia!! Tentei recitar poemas, contar histórias, trabalhar com revistinhas em quadrinho, charges de jornais, etc...NADA prendia a atenção. Pra mim, aquilo não era normal, pois em todas as salas que passei, quando eu começo com: "era uma vez..." a galera já esbugalha os olhos. 

Enfim, ali isso não acontecia e me angustiava demais, ao ponto que em meados de abril, protocolei minha redução de carga horária, e a Secretária veio pessoalmente na outra escola que eu trabalhava, saber o motivo pelo qual queria sair. Expliquei os porquês, e ela acreditando mais em mim do que eu mesma, não aceitou a redução e ainda perguntou-me o que eu queria que fosse feito? Parecia FADA-MADRINHA, exatamente como acabei de ler seu email. Após os combinados, ela foi assistir a minha aula e constatou que eu não havia mentido ou exagerado. "Realmente não tinha como acontecer o ensino e aprendizagem naquela turma". Foram suas palavras naquela manhã de maio de 2011, que lavaram a minha alma angustiada. Chamou a direção e pediu que fossem tomadas as devidas providências: como palestras, ajustes estruturais, conselho tutelar, reunião de pais entre outras medidas de âmbito MACRO. Não solucionou totalmente os problemas, porque na verdade, as ações diárias de prevenção, de retaguarda, não diz respeito a Secretaria mesmo, mas sim in loco, (MICRO). E aí camarada, já Elvis...como dizem por aí! 

Depois, novamente ela me socorreu em uma situação que não diz respeito a estrutura e nem a alunos, mas de gestão. Uns nasceram para ensinar (como eu); outros nasceram para administrar bens (somente os meus e porque sou obrigada); outros nasceram para gerenciar pessoas (digamos que dou conta do recado); outros conseguem executar essas 3 habilidades com dificuldades, outros com destreza... E aí você assume um cargo e não tem habilidade para tal? Até logo, porque você pode conseguir mascarar esse seu déficit por um ano no máximo, depois...já Élvis!

Enfim, quinta-feira será um novo amanhecer. Um amanhã com sabor de esperança, com cheiro de justiça, com jeitinho vitória. 

Obrigada Deus! Obrigada professora, mãe e Secretária de Educação por ter se colocado em meu lugar. Por ter me ouvido, por ter me lido, por ser essa pessoa tão COMPETENTE, JUSTA, PARCEIRA, ADORÁVEL, MAS AS VEZES, ODIOSA. (risos) Como a sra. sempre diz: "Nem Jesus Cristo que era perfeito, conseguiu agradar a todo mundo mesmo..." DESCONFIO, que temos uma "qualidade ou defeito" em comum: somos duas mulheres que não temos a mínima vontade de querer agradar ninguém. Se agradamos, é sem querer querendo! rsrsrs

Quem realmente me conhece, sabe que não tenho motivos para "puxar-saco", mas que sou uma pessoa que preza pela verdade e pela justiça. E verdades sempre terão que ser ditas, mesmo que as vezes elas provoquem dor ou ódio. Meus pais sempre me recitavam uma frase, que decorei e a guardo não apenas em minha memória, mas em meu coração e tento sempre coloca-la em prática: "Antes uma AMARGA verdade, do que uma DOCE mentira". 

Porque podem mexer com a gente, pois temos igualdade de força, inteligência, maturidade, responsabilidade...SÓ NÃO MEXAM COM O FILHO DA GENTE! Viramos LEOAS!!!!


Lilian Flores